sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Presidente Lula transforma conselho nacional contra discriminação em órgão LGBT

Foi publicado no Diário Oficial da União nesta sexta o decreto nº 7.388, assinado pelo presidente Lula e pelo ministro Paulo Vannuchi, da Secretaria de Direitos Humanos. O decreto fala da novas composição, estruturação, competências e funcionamento do Conselho Nacional Combate à Discriminação, que passa a cuidar apenas da questão LGBT.




O conselho será formado por 15 ministérios e 15 organizações da sociedade civil. vai propor o combate à discriminação e a promoção e defesa dos direitos de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais – LGBT do Brasil. A esperança é que Maria do Rosário, ministra indicada pela nova presidente Dilma Rousseff, prossiga com as políticas que o governo que o governo Lula começou contra a violência com as pessoas LGBT.

Toni Reis, presidente da Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais – ABGLT, espera que a criação do conselho seja seguido pelas 27 Unidades da Federação e os mais de 5 mil municípios brasileiros.

Fonte: Parou Tudo

Portaria do INSS - União Homoafetiva




Portaria do INSS torna definitiva regra que reconhece pensão em união gay

Benefício já era reconhecido por liminar; documento torna regra permanente.
Diário Oficial diz que ministério 'tomará providências necessárias'.


Portaria publicada na edição desta sexta-feira (10) no Diário Oficial determina que o Ministério da Previdência torne permanente a regra que reconhece que benefícios previdenciários a dependentes, como pensão por morte, devem incluir parceiros do mesmo sexo em união estável.

De acordo com o ministério, o pagamento de pensão em caso de união gay estável já é reconhecido e praticado desde 2000, quando o desfecho de ação civil pública determinou que o companheiro (a) homossexual tenha direito a pensão por morte e auxílio-reclusão, desde que comprovada a vida em comum.

A decisão segue recomendação de um parecer divulgado em junho deste ano pela Advocacia Geral da União sobre o assunto. O documento é assinado pelo ministro da Previdência Social, Carlos Eduardo Gabas.

"O que acontece agora é que muda o fundamento da regra, que passará a ser garantida por instrução normativa. Antes ela era reconhecida por uma liminar, que poderia cair", informou o ministério da Previdência.

Não há prazo para que o Ministério efetue a mudança na regra.

Conforme a publicação no Diário Oficial, a Lei nº 8.213, que trata de dependentes para fins previdenciários "deve ser interpretada de forma a abranger a união estável entre pessoas do mesmo sexo".

“O Instituto Nacional do Seguro Social - INSS adotará as providências necessárias ao cumprimento do disposto nesta portaria”, informa o documento.

Recomendações anteriores
A portaria segue o parecer da Advocacia Geral da União divulgado em junho deste ano, que considerou que a Constituição Federal (CF) não impede a união estável de pessoas do mesmo sexo, por não ser discriminatória.

Também este ano, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) divulgou parecer que reconheceu o direito para fins previdenciários no setor privado. No parecer, foi escrito que as discriminações sofridas por homossexuais não estão de acordo com os princípios constitucional.

Fonte: Do G1, em São Paulo



Ministério da Previdência Social

GABINETE DO MINISTRO


PORTARIA No 513, DE 9 DE DEZEMBRO DE 2010


O MINISTRO DE ESTADO DA PREVIDÊNCIA SOCIAL, no uso das atribuições constantes do art. 87, parágrafo único, inciso II, da Constituição, tendo em vista o PARECER nº 038/2009/DENOR/ CGU/AGU, de 26 de abril de 2009, aprovado pelo Despacho do Consultor-Geral da União nº 843/2010, de 12 de maio de 2010, e pelo DESPACHO do Advogado-Geral da União, de 1º de junho de 2010, nos autos do processo nº 00407.006409/2009-11, resolve


Art. 1º Estabelecer que, no âmbito do Regime Geral de Previdência Social - RGPS, os dispositivos da Lei nº 8.213, de 24 de julho de 1991, que tratam de dependentes para fins previdenciários devem ser interpretados de forma a abranger a união estável entre pessoas do mesmo sexo.


Art. 2º O Instituto Nacional do Seguro Social - INSS adotará as providências necessárias ao cumprimento do disposto nesta portaria.


CARLOS EDUARDO GABAS

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Dia Mundial 2010




Cai a transmissão de HIV da mãe para o filho. Em jovens, tende a crescer

Levantamento, realizado com mais de 35 mil meninos de 17 a 20 anos de idade, indica que, em cinco anos, a prevalência do HIV passou de 0,09% para 0,12% - quanto menor a escolaridade, maior o percentual de infectados pelo vírus da aids


Resultado do Boletim Epidemiológico Aids/DST 2010, divulgado nesta quarta-feira (1º de dezembro) pelo Ministério da Saúde, reforça tendência de queda na incidência de casos de aids em crianças menores de cinco anos. Comparando-se os anos de 1999 e 2009, a redução chegou a 44,4%. O resultado confirma a eficácia da política de redução da transmissão vertical do HIV (da mãe para o bebê). Mas, em relação aos jovens, pesquisa inédita aponta que, embora eles tenham elevado conhecimento sobre prevenção da aids e outras doenças sexualmente transmissíveis, há tendência de crescimento do HIV.

O levantamento feito entre jovens, realizado com mais de 35 mil meninos de 17 a 20 anos de idade, indica que, em cinco anos, a prevalência do HIV nessa população passou de 0,09% para 0,12%. O estudo também revela que quanto menor a escolaridade, maior o percentual de infectados pelo vírus da aids (prevalência de 0,17% entre os meninos com ensino fundamental incompleto e 0,10% entre os que têm ensino fundamental completo).

Os dados confirmam que o grande desafio é fazer com que o conhecimento se transforme em mudança de atitude. De acordo com a Pesquisa de Comportamento, Atitudes e Práticas da População Brasileira (PCAP 2008), 97% dos jovens de 15 a 24 anos de idade sabem que o preservativo é a melhor maneira de evitar a infecção pelo HIV, mas o uso cai à medida que a parceria sexual se torna estável. O percentual de uso do preservativo na primeira relação sexual é de 61% e chega a 30,7% em todas as relações com parceiros fixos.

Para Dirceu Greco, diretor do departamento de DST, Aids e Hepatites Virais, a pesquisa traz um alerta aos jovens que não se veem em risco. "O jovem precisa perceber que a prevenção é uma decisão pessoal e que ele não estará seguro se não se conscientizar e usar o preservativo", enfatiza.

O resultado positivo para o HIV está relacionado, principalmente, ao número de parcerias (quanto mais parceiros, maior a vulnerabilidade), coinfecção com outras doenças sexualmente transmissíveis e relações homossexuais. O estudo é representativo da população masculina brasileira nessa faixa etária e revela um retrato das novas infecções. “Por isso, estamos investindo cada vez mais em estratégias para essa população”, explica o diretor.

Atento a essa realidade, o governo brasileiro tem desenvolvido e fortalecido diversas ações para que a prevenção se torne um hábito na vida dos jovens. A distribuição de preservativos no país, por exemplo, cresceu mais de 100% entre 2005 e 2009 (de 202 milhões para 467 milhões de unidades). Os jovens são os que mais retiram preservativos no Sistema Único de Saúde (37%) e os que se previnem mais. Modelo matemático, calculado a partir dos dados da PCAP, mostra que quanto maior o acesso à camisinha no SUS, maior o uso do insumo.

Outra estratégia de impacto para essa população é o Programa Saúde e Prevenção nas Escolas (SPE), uma iniciativa conjunta entre Saúde e Educação. Criado em 2003, hoje está presente em cerca de 66 mil instituições de ensino. Mais do que distribuir camisinhas, o programa insere a temática de prevenção e promoção da saúde sexual e reprodutiva no cotidiano das escolas públicas, que são um espaço permanente de discussão. “Para o governo, está muito claro que a oferta da camisinha deve estar atrelada à informação, para que o jovem tome decisões conscientes”, reforça Greco.

A Saúde também atua na ampliação do diagnóstico do HIV/aids – que é uma medida de prevenção, já que as pessoas que conhecem a sua sorologia podem se tratar para evitar novas infecções. Em quatro anos (2005 a 2009), o número de testes de HIV distribuídos e pagos pelo Sistema Único de Saúde (SUS) mais que dobrou: de 3,3 milhões para 8,9 milhões de unidades. Da mesma forma, o percentual de jovens sexualmente ativos que fizeram o exame aumentou – de 22,6%, em 2004, para 30,1%, em 2008.

Campanha publicitária – Como parte da estratégia para reduzir novas infecções, a campanha do Dia Mundial de Luta contra a Aids deste ano é voltada para meninos e meninas de 15 a 24 anos. Com o slogan “A aids não tem preconceito. Você também não deve ter”, a ideia é despertar o jovem para a proximidade da doença com o mundo dele. “Muitos acreditam que uma pessoa com boa aparência está livre de doenças sexualmente transmissíveis, o que é um mito”, esclarece Dirceu Greco. Saiba mais sobre a campanha.

As peças mostram pessoas vivendo com HIV ao lado de outras que não têm o vírus. A mensagem deixa claro que um soropositivo é como qualquer outra pessoa; por isso, a decisão de usar camisinha não pode ser baseada na aparência do parceiro. A campanha também traz a reflexão sobre o preconceito. Com a participação de jovens vivendo com HIV, o material publicitário mostra que os jovens com aids podem namorar, trabalhar e ter uma vida normal, como qualquer outra pessoa dessa idade. Serão veiculados spots de rádio e vídeo para TV, entre os dias 1º e 31 de dezembro de 2010. Cartazes, folders, mobiliários urbanos e busdoors também fazem parte do material publicitário, que será distribuído em todo o Brasil. A campanha completa está disponível no hotsite www.todoscontraopreconceito.com.br.

Aids no Brasil – Os novos números da aids (doença já manifesta) no Brasil, atualizados até junho de 2010, contabilizam 592.914 casos registrados desde 1980. A epidemia continua estável. A taxa de incidência oscila em torno de 20 casos de aids por 100 mil habitantes. Em 2009, foram notificados 38.538 casos da doença. Veja edição preliminar do Boletim.

Observando-se a epidemia por região em um período de 10 anos – 1999 a 2009 – a taxa de incidência no Sudeste caiu (de 24,9 para 20,4 casos por 100 mil habitantes). Nas outras regiões, cresceu: 22,6 para 32,4 no Sul; 11,6 para 18,0 no Centro-Oeste; 6,4 para 13,9 no Nordeste e 6,7 para 20,1 no Norte. Vale lembrar que o maior número de casos acumulados está concentrado na região Sudeste (58%).

Atualmente, ainda há mais casos da doença entre os homens do que entre as mulheres, mas essa diferença vem diminuindo ao longo dos anos. Esse aumento proporcional do número de casos de aids entre mulheres pode ser observado pela razão de sexos (número de casos em homens dividido pelo número de casos em mulheres). Em 1989, a razão de sexos era de cerca de 6 casos de aids no sexo masculino para cada 1 caso no sexo feminino. Em 2009, chegou a 1,6 caso em homens para cada 1 em mulheres.

A faixa etária em que a aids é mais incidente, em ambos os sexos, é a de 20 a 59 anos de idade. Chama atenção a análise da razão de sexos em jovens de 13 a 19 anos. Essa é a única faixa etária em que o número de casos de aids é maior entre as mulheres. A inversão apresenta-se desde 1998, com oito casos em meninos para cada 10 em meninas.

Em números absolutos, é possível ver como a redução de casos de aids em menores de cinco anos é expressiva: passou de 954 casos, em 1999, para 468, no ano passado. Quando todas as medidas preventivas são adotadas, a chance de transmissão vertical cai para menos de 1%. Às gestantes, o Ministério da Saúde recomenda o uso de medicamentos antirretrovirais durante o período de gravidez e no trabalho de parto, além de realização de cesárea para as mulheres que têm carga viral elevada ou desconhecida. Para o recém-nascido, a determinação é de substituição do aleitamento materno por fórmula infantil (leite em pó) e uso de antirretrovirais. A medida consta do Plano de Redução da Transmissão Vertical do HIV e da Sífilis, lançado em 2007 e pactuado com estados e municípios.

Em relação à forma de transmissão entre os maiores de 13 anos de idade prevalece a sexual. Nas mulheres, 94,9% dos casos registrados em 2009 decorreram de relações heterossexuais com pessoas infectadas pelo HIV. Entre os homens, 42,9% foram por relações heterossexuais, 19,7% homossexuais e 7,8% bissexuais. O restante foi por transmissão sanguínea e vertical.

Apesar de o número de casos no sexo masculino ainda ser maior entre heterossexuais, a epidemia no país é concentrada. Isso significa que a prevalência da infecção na população de 15 a 49 anos é menor que 1% (0,61%), mas é maior do que 5% nos subgrupos de maior risco para a infecção pelo HIV – como homens que fazem sexo com homens, usuários de drogas injetáveis e profissionais do sexo.

O coeficiente de mortalidade vem-se mantendo estável no país, a partir de 1998 (em torno de 6 óbitos por 100 mil habitantes). Observa-se queda no Sudeste, estabilização no Centro-Oeste e Sul. Norte e Nordeste registram queda no número de óbitos.

Briefing do Boletim Epidemiológico - PDF [101 KB]

Fonte:
AIDS.GOV

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Carlos Tufvesson é convidado para assumir coordenadoria LGBT na Prefeitura do Rio


O estilista e militante Carlos Tufvesson (na foto, à esq., ao lado de Lucinha Araújo e Eduardo Paes) recebeu com surpresa ontem (23), durante a abertura da campanha "A Moda contra o HIV", no Palácio da Cidade, a indicação ao cargo de titular da nova Coordenadoria Especial de Assuntos da Diversidade Sexual (Ceads), da Prefeitura do Rio de Janeiro. O convite foi feito pelo próprio prefeito, Eduardo Paes (PMDB).

Para Tufvesson, o cargo vai ajudá-lo a ampliar sua atuação como militante dos direitos LGBT. "Acho muito importante a abertura desse espaço na Prefeitura", admite. "Precisávamos de uma coordenadoria que pudesse centralizar todos os projetos para a comunidade", acrescenta.

A nova coordenadoria, que deve iniciar seus trabalhos já no ano que vem, servirá de ponte entre os órgãos públicos e a comunidade LGBT. "O que eu quero é uma comunicação mais direta com os cidadãos do Rio de Janeiro. Desejo que os LGBT conheçam as leis que nós militantes lutamos para conquistar, como a lei 2475/96 [que pune administrativamente estabelecimentos comerciais e públicos que discriminarem pessoas por conta de sua orientação sexual]. O desconhecimento da lei faz com que ela não funcione", destaca Tufvesson, que conclui: "Precisamos conscientizar as pessoas para a importância dessas leis, porque só assim teremos nossos direitos garantidos."

Moda contra o HIV

Com o tema "Usar Camisinha está na Moda", segue até o próximo dia 3/12 a tradicional campanha "A Moda na Luta contra o HIV", criada por Carlos Tufvesson há nove anos.

Com o objetivo de auxiliar na visibilidade da prevenção ao HIV e outras doenças sexualmente transmissíveis, a campanha incentiva os comerciários do bairro de Ipanema a decorarem as vitrines de suas lojas com o laço vermelho, símbolo mundial da luta contra a Aids.

Este ano, as 20 lojas participantes disputam um concurso, que premiará a melhor vitrine com uma viagem a Nova York. Você também pode participar da campanha, adquirindo um kit que inclui uma necessaire ilustrada por Miguel Paiva com sua personagem Radical Chic, além de um par de sandálias Ipanema (foto), um folheto explicativo sobre o HIV e uma camisinha. O kit custa R$ 50, e todo o valor arrecado com a venda do produto será doado à Sociedade Viva Cazuza.

terça-feira, 9 de novembro de 2010

I Encontro de ONGs LGBT e Profissionais da Saúde, Educação em DST, HIV/AIDS e Hepatites Virais do Sudeste


A Associação Homossexual de Ajuda Mútua, em parceria com Pró-Reitoria de Extensão, Cultura e Assuntos Estudantis – PROEX da Universidade Federal de Uberlândia, Ambulatório Municipal de DST, HIV/AIDS Herbert de Souza e demais Organizações não-Governamentais promovem o I Encontro de ONGs LGBT e Profissionais da Saúde e Educação em DST, HIV/AIDS e Hepatites Virais do Sudeste, nos dias 25 a 27 de novembro, na Universidade Federal de Uberlândia.

O I Encontro tem a finalidade demarcar um olhar as especificidades, vulnerabilidades e potencialidades do cerrado frente à atuação conjunta e articulada de diversos segmentos da sociedade local e do Estado para a efetivação de uma ação política coletiva e organizada, envolvendo os movimentos sociais, gestores e profissionais da educação e da saúde, acadêmicos e pesquisadores na luta por dias melhores diante das DST, HIV/AIDS e Hepatites Virais.

Informações, visite o blog do I Encontro

Comissão Organizadora

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Eleições 2010




O PLC-122 pós-eleições
Toni Reis, da ABGLT, comenta sobre alterações no PLC-122/06 após a eleição para presidente da República

No olho do furacão durante a campanha presidencial, o Projeto de Lei da Câmara – 122/06 (PLC-122/06), que pretende tornar crime a homofobia no Brasil, foi comentado pelos candidatos José Serra (PSDB-SP) e Dilma Rousseff (PT-RS).

Após o vice de Serra Índio da Costa (DEM-RJ) sinalizar ser contrário ao PLC-122/06 por ferir “a liberdade de expressão por prever prisões a quem se manifesta sobre a homossexualidade”, o próprio Serra afirmou que vetaria o PLC-122/06 quando se reuniu com 800 lideranças religiosas na semana passada em Foz do Iguaçu, no Paraná.

Sobre o mesmo tema, a candidata petista afirmou a lideranças religiosas, em Brasília, que trabalharia pelo Estado laico [separação da igreja e Estado] e que sancionará os artigos favoráveis à punição da homofobia e vetará aqueles que violem a liberdade de crença.

Segundo Dilma, os religiosos têm a liberdade de se expressar contrariamente à homossexualidade dentro das igrejas. “A parte relativa a condenar o preconceito contra o homossexual nós todos temos que endossar. cristãos contrários à homossexualidade dentro das igrejas. “Dentro das igrejas é problema das igrejas. Não posso dar direito a uns e tirar de outros”, disse.

Mudança do texto do PLC-122/06 – A redação do MundoMais ouviu o presidente da Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (ABGLT) Toni Reis sobre a possibilidade de alteração do texto do PLC-122/06. Isso no sentido de ter um artigo que diga que as igrejas tenham a liberdade de serem contrárias à homossexualidade apenas “dentro” dos recintos das igrejas em situação de culto e não utilizar os meios de comunicação de massa como faz o pastor Silas Malafaia, que utiliza os canais de TV e até espalhou outdoors no Rio de Janeiro contrário aos homossexuais.

“Temos novas cabeças no congresso que poderão nos ajudar conseguir um caminho que possa proteger os direitos LGBT e não prejudicar ninguém. Creio que temos que dialogar muito”, diz Toni Reis. Segundo o presidente da ABGLT, é preciso ter um diálogo franco e aberto com os religiosos aliados para conseguir uma fórmula que possa ser aceita pelos LGBT. “A atual versão do PLC-122/06 está muito legal”, afirma Reis.

Novo relator – A relatora do PLC-122/06, a senadora Fátima Cleide (PT-RO), não foi reeleita, mas ainda espera o julgamento do senador Ivo Cassol (PPS-RO), que responde processo da Lei Ficha Limpa. Caso, ela não retorne ao Senado, Reis diz que o senador Roberto Requião (PMDB-PR) e as senadoras Gleisi Hoffmann (PT-PR) ou Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM) poderão ser os relatores do PLC-122/06. Reis diz que o importante é esperar o resultado das eleições para presidente da Répubica. “Com Dilma Rousseff, temos abertura total. Caso José Serra seja eleito, teremos que construir as pontes”, diz.


Fonte: Mundo Mais
href="http://mundomais.com.br/exibemateria2.php?idmateria=1770"

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

JUSTIÇA

JUIZADO DE PEQUENAS CAUSAS TENTOU ONTEM UMA CONCILIAÇÃO ENTRE AS PARTES, MAS CASO NÃO FOI SOLUCIONADO

Realizada 1ª audiência sobre homofobia

Foi realizada ontem, no Juizado de Pequenas Causas, em Uberlândia, a primeira audiência de conciliação de um caso de injúria e homofobia, termo que identifica aversão ou a discriminação de uma pessoa contra homossexuais. A ação criminal foi movida no fim de janeiro deste ano após o ex-funcionário de uma empresa de produtos
náuticos ter sofrido constrangimentos por xingamentos recorrentes feitos em público por uma vendedora da loja. A conciliação entre as partes não foi aceita ontem e uma nova audiência com a presença de testemunhas e de um juiz deverá ser marcada para o início do ano que vem.

A suposta vítima de discriminação, de 24 anos, não quis ter o nome divulgado. Homossexual assumido, ele afirmou nunca ter sofrido transtornos da forma como alega que a ex-colega de trabalho provocou. “As pessoas que tinham contato comigo se
afastaram, tive que pedir demissão do cargo por causa do constrangimento que ela causou à minha imagem”, disse. A motivação para mover a ação veio devido ao fato de a
vendedora continuar chamando o rapaz por nomes como “bichinha” e “viado” diariamente, mesmo após ter sido repreendida pela chefe da empresa.

A vendedora, que também preferiu não se identificar, afirmou antes do início da audiência que desconhecia o motivo de ter sido intimada. Por meio do advogado, a acusada informou que não se pronunciaria até ser instruída do processo. Para a suposta vítima, um acordo estava fora de cogitação. “Vamos entrar posteriormente com
danos morais. As pessoas têm que ter consciência que existem leis e merecemos respeito”, disse. A indenização pode variar entre R$ 5 mil a R$ 10 mil, caso o processo entre para o Juizado Especial

DENÚNCIAS FEITAS POR HOMOSSEXUAIS SÃO RARAS NA CIDADE
Processos envolvendo homofobia são raros em Uberlândia, segundo os dois advogados da Associação Homossexual de Ajuda Mútua - SHAMA, que representaram uma suposta vitima de discriminação.Ontem, foi realizada na cidade a primeira audiência de conciliação de um caso de injúria e homofobia. De acordo com a advogada Maria Terezinha Tavares,
este seria o quarto caso na cidade desde 2006 e nenhum deles teria sentença julgada.
“Os casos que tiveram prosseguimento ainda estão em processo”, afirmou.
A advogada destacou que existem dificuldades tanto por parte das vítimas de agressões recorrerem à Justiça – seja por receio de se expor ou necessidade de
comprovar às agressões - como pela própria legislação em situações envolvendo
homofobia.“Como não existe crime específico para a homofobia na Justiça Comum, os
casos geralmente são julgados como crime contra a honra (injúria). As pessoas também têm receio de nos procurar porque têm receio de se expor ao público ou de não ter os direitos garantidos”, disse.


CLARICE MONTEIRO | REPÓRTER
clarice@correiodeuberlandia.com.br

terça-feira, 19 de outubro de 2010

I Encontro de ONGs LGBT do Sudeste



A Associação Homossexual de Ajuda Mútua, em parceria com Pró-Reitoria de Extensão, Cultura e Assuntos Estudantis – PROEX da Universidade Federal de Uberlândia, Ambulatório Municipal de DST, HIV/AIDS Herbert de Souza e demais Organizações não-Governamentais promovem o I Encontro de ONGs LGBT e Profissionais da Saúde e Educação em DST, HIV/AIDS e Hepatites Virais do Sudeste, nos dias 25 a 27 de novembro, na Universidade Federal de Uberlândia.

O I Encontro tem a finalidade demarcar um olhar as especificidades, vulnerabilidades e potencialidades do cerrado frente à atuação conjunta e articulada de diversos segmentos da sociedade local e do Estado para a efetivação de uma ação política coletiva e organizada, envolvendo os movimentos sociais, gestores e profissionais da educação e da saúde, acadêmicos e pesquisadores na luta por dias melhores diante das DST, HIV/AIDS e Hepatites Virais.

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Homenagados 2010 - Troféu Arco Íris e Troféu Visibilidade Trans


Troféu Arco-Íris e Troféu Visibilidade Trans

O troféu Arco Íris e o troféu Visibilidade Trans respectivamente sétima e terceira edição, fazem parte do calendário oficial da Parada LGBT de Uberlândia desde 2004, e tem como finalidade homenagear, reconhecer o trabalho de intelectuais, juristas, empresas, estadistas, militantes, parlamentares, personalidades e artistas.
A homenagem é ofertada para aqueles que contribuem de forma positiva na promoção dos direitos humanos da população LGBT e das pessoas vivendo e convivendo com HIV/AIDS e é também uma forma de reconhecimento e agradecimento aos parceiros do Movimento Homossexual Brasileiro. Este ano o troféu arco íris e troféu visibilidade trans se unificam e passa a ser uma homenagem que o Grupo SHAMA e a Triângulo Trans presta aos apoiadores do segmento LGBT.
Entre esta, e as edições passadas a Associação Homossexual de Ajuda Mútua e Associação das Travestis e Transexuais do Triângulo Mineiro já homenagearam mais de oitenta pessoas com o troféu arco Iris e troféu visibilidade trans.
Este ano mais de 20 indicações foram apontadas superando as expectativas da comissão julgadora que teve muito trabalho para escolher os nomes dos 20 homenageados de 2010.
A cerimônia de entrega do Troféu Arco Íris e Troféu Visibilidade Trans acontecerão no dia 10 de setembro às 19h, no Auditório Cícero Diniz – Centro Administrativo Virgílio Galassi – Av. Anselmo Alves dos Santos, 600.
Desde já convidamos a todos (as) para este grande evento. Segue abaixo por categoria a lista dos 20 homenageados (as) em 2010.


Homenageados com o Troféu Arco-Íris
Categoria Instituição Pública Federal
• Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais

Categoria Instituição Pública Estadual
• Coordenação Estadual de DST e AIDS de Minas Gerais

Categoria Personalidade Artística:
• Ylana Houston

Categoria Destaque LGBT
• Professora Dra. Geni Araujo Costa

Categoria Personalidade Cultural:
• Cia de Teatro THEMIS

Categoria Comunicador Parceiro:
• Cazuza Matias

Categoria Personalidade Política:
• Vereador Sander Simaglio

Categoria Acadêmica:
• Professor Neil Franco Pereira de Almeida

Categoria Cacá Martins:
• Dr. Paulo Fernando Naves de Resende – MM. Juiz da 7ª Vara Cível.



Homenageados com o Troféu Visibilidade Trans
Categoria Minha Família
• Paulo e Almira

Categoria Empresa Amiga
• Panificadora Napolitano
• Heaven Disco Club

Categoria Militância LGBT
• Marcos André Martins – Associação Homossexual de Ajuda Mútua
• Euclênio Filho – Associação dos Direitos Homossexuais de Ituiutaba e Pontal Mineiro

Categoria Família Amiga
• Eder e Tatiana

Categoria Projeto Amigo
• Programa Em Cima do Salto – Rita Martins Godoy

Categoria Pessoa Amiga
• Rafael Arantes do Nascimento

Categoria Religiosidade Amiga
• Centro Pai Joaquim de Angola - Cláudio e Renato - Ilê Axé Oxum Byy

Categoria Parceira Amiga
• Coordenação Municipal de DST/AIDS de Uberlândia – Claúdia Maria Bulgarelli Spirandelli

Categoria Profissional Amigo
• Drª Maria Terezinha Tavares – Assessoria Jurídica da SHAMA e Professora da Faculdade Direito Profº Jacy de Assis – Universidade Federal de Uberlândia

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

6ª Semana Cultural do Orgulho



6ª Semana Cultural do Orgulho abre hoje com Palestra no Auditório do Conselho Regional de Psicologia – 4ª Região


Tem início nesta quarta-feira, 1 de setembro e se estendendo até dia 14, a 6ª Semana Cultural do Orgulho e 9ª Parada do Orgulho LGBT de Uberlândia. A semana tem como objetivo discutir assuntos relacionados à comunidade LGBT, levando sempre temas importantes as áreas afins da sexualidade, saúde, educação.
A semana tem apoio do Departamento de DST, AIDS e Hepatites Virais – Ministério da Saúde e do Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crimes dentre instituições locais, como a Universidade Federal de Uberlândia, Ambulatório Herbert de Souza, e outros.

A Palestra de hoje noite, abordará o tema: Discriminação e violência contra homossexuais em Minas Gerais que será ministrada pelo Profº Dr. Emerson Rasera e Profª Ms. Maristela de Souza Pereira, ambos do Instituto de Psicologia da Universidade Federal de Uberlândia.

A atividade será as 19h, no Conselho Regional de Psicologia, Av. Floriano Peixoto, 615 – 3º andar.

Para amanhã, no mesmo horário e local, terá uma Roda de Conversa: Homossexualidade e famílias: Relação (im)ossíveis.

Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais.


Confira nossa programação, visitando nosso blog.
shama-udi.blogspot.com